O JOGO COMO AMBIENTE FACILITADOR NO ENSINO- APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA
Jogos educativos, ambiente facilitador, aprendizagem lúdica
A presente pesquisa aborda o desafio de diminuir as dificuldades e sentimentos negativos frequentemente associados à disciplina de matemática. Neste sentido, estudos apontam uma escassez de trabalhos que aprofundam nos aspectos afetivos como o interesse e a auto estima vinculada ao processo de ensino e aprendizagem da matemática. Portanto, a fundamentação teórica se apoia no conceito de ambiente facilitador do psicanalista Winnicott (1958). Logo, este estudo tem como objetivo investigar as contribuições dos jogos e do brincar na construção de um ambiente facilitador, para alunos do 7º ano do ensino fundamental. Diante disso, a metodologia adotada é qualitativa, envolvendo uma sequência de cinco aulas, que utilizou de jogos na construção do conhecimento de conteúdos de equações do 1º grau. Até o presente momento foi analisada a primeira e a última aula. Os instrumentos de coletas de dados foram as videogravações das aulas e diário de campo da professora. A evolução do instrumento de análise dos dados foi realizada a partir da validação da categoria a priori empregando os dados gerados na quinta aula da SA. Os resultados apontam que o jogo favoreceu a participação ativa, a curiosidade e a mobilização de estratégias pelos alunos, contribuindo para avanços no raciocínio matemático e no trânsito da dependência para maior independência. Conclui-se que a eficácia do uso de jogos no ensino depende da mediação intencional do professor, capaz de articular ludicidade e aprendizagem, garantindo que os jogos não se restrinjam ao entretenimento, mas constituam oportunidades de desenvolvimento cognitivo e afetivo.