PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA MADEIRA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de DEFESA: LUCIMEIRI ALVES NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIMEIRI ALVES NASCIMENTO
DATA: 05/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: google meet
TÍTULO:

Produção de biocombustíveis a partir da casca de Eucalyptus grandis (W. Hill ex Maiden) usando pré-tratamento hidrotérmico


PALAVRAS-CHAVES:

Bioetanol de 2º Geração, Biomassa Lignocelulosica, Hidrolise Enzimática.


PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
SUBÁREA: Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
RESUMO:

A crescente demanda por fontes renováveis de energia tem impulsionado o desenvolvimento de rotas sustentáveis para produção de combustíveis a partir de biomassa lignocelulósica, com destaque para o bioetanol de segunda geração (2G). Nesse contexto, o presente estudo avaliou a casca de Eucalyptus sp. como matéria-prima para a produção de açúcares fermentescíveis, por meio de pré-tratamento hidrotérmico seguido de hidrólise enzimática. A casca in natura e a casca pré-tratada foram caracterizadas quanto à composição química, comportamento térmico, morfologia, poder calorífico superior e desempenho na sacarificação enzimática. O pré-tratamento hidrotérmico foi conduzido a 190 °C por 10 min, promovendo solubilização significativa das hemiceluloses e enriquecimento relativo da fração sólida em celulose. A hidrólise enzimática, realizada com carga de sólidos de 1% (m/v) e 15 FPU g⁻¹, resultou em maior liberação de açúcares redutores para a casca pré-tratada, com concentrações máximas de aproximadamente 5–6 g L⁻¹, enquanto a casca in natura apresentou concentrações inferiores a 1 g L⁻¹, evidenciando a elevada recalcitrância do material não tratado. As análises termogravimétricas (TGA) indicaram diferenças no comportamento térmico entre as cascas in natura e pré-tratada, com maior estabilidade térmica da casca pré-tratada, associada à sua composição química e maior teor relativo de lignina. A Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) confirmou alterações estruturais relevantes após o pré-tratamento, como colapso do lúmen e aumento da rugosidade superficial, favorecendo a acessibilidade enzimática. Além disso, a casca pré-tratada apresentou maior Poder Calorífico Superior em comparação à casca in natura. Os resultados demonstram que o pré-tratamento hidrotérmico é uma estratégia eficaz para reduzir a recalcitrância da casca de Eucalyptus, aumentando sua suscetibilidade à hidrólise enzimática e ampliando seu potencial de valorização em biorrefinarias voltadas à produção de bioetanol 2G.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANILO JOSÉ MACHADO DE ABREU - UFLA (Membro)
Externo à Instituição - ELESANDRA DA SILVA ARAUJO - UFRA (Membro)
Presidente - FABIO AKIRA MORI (Membro)
Externo à Instituição - GRACIENE DA SILVA MOTA - UFSJ (Suplente)
Interno - JOAO MOREIRA NETO (Membro)
Interno - UASMIM LIRA ZIDANES - UFLA (Suplente)
Notícia cadastrada em: 24/02/2026 14:04
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