PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA MADEIRA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: VALDENIA MEDEIROS DE ARAÚJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VALDENIA MEDEIROS DE ARAÚJO
DATA: 21/04/2025
HORA: 13:30
LOCAL: Google Meet (meet.google.com/cqh-fopq-xwh)
TÍTULO:

HIGROSCOPICIDADE DE CARVÕES VEGETAIS PRODUZIDOS A PARTIR DE RESÍDUOS LENHOSOS DE PLANOS DE MANEJO DA AMAZÔNIA


PALAVRAS-CHAVES:

Resíduos florestais; Propriedades higroscópicas; Teor de água; Porosidade; Siderurgia


PÁGINAS: 42
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
SUBÁREA: Energia de Biomassa Florestal
RESUMO:

Da retirada do carvão vegetal do forno até a sua utilização final, várias etapas são percorridas, expondo o material a diversas condições atmosféricas, incluindo variações na umidade relativa do ambiente. Na Amazônia, as condições climáticas, como alta umidade e temperaturas elevadas, agravam esse cenário, influenciando diretamente a qualidade do carvão vegetal produzido na região. A umidade de equilíbrio é característica relevante da biomassa e do carvão vegetal, influenciando negativamente o uso energético e a comercialização desses insumos. Os teores de água nos carvões destinados à siderurgia variam de 7% no período seco a 10% na estação chuvosa, refletindo a influência das condições climáticas na qualidade do biorredutor. Essa variação não apenas impacta a densidade energética e o poder calorífico do material, mas também afeta a eficiência dos processos siderúrgicos, sendo crucial para a otimização do consumo energético e a redução de custos. Além disso, a determinação precisa da umidade em carvões é uma lacuna científica significativa, pois a correlação entre os teores de umidade e a performance físico-mecânica e energética não foi suficientemente explorada. Compreender essa relação, especialmente no contexto amazônico, pode levar a práticas mais sustentáveis e eficientes na produção e utilização do carvão vegetal. Assim, esta pesquisa teve como objetivo analisar como a variação da temperatura de carbonização afeta a capacidade higroscópica do carvão vegetal proveniente de resíduos de planos de manejo florestal da Amazônia destinado ao uso siderúrgico. A madeira utilizada foi proveniente de resíduos florestais amazônicos, as espécies utilizadas foram a Dinizia excelsa Ducke (angelim-vermelho), Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp. (faveira) e Inga spp. (ingá). As amostras foram carbonizadas em forno mufla, com temperaturas finais de 400ºC e 800ºC. Na madeira serão realizadas as análises de densidade básica, poder calorífico, teores de cinzas, extrativos, lignina, celulose e hemiceluloses. Nos carvões vegetais produzidos serão determinadas a composição química imediata, densidade aparente e poder calorífico superior e o balanço de massa. Os resultados preliminares mostraram maiores rendimentos para Dinizia excelsa carbonizada à 800ºC, com média de 37% e menores rendimentos para Parkia pendula carbonizada à 800ºC, com média de 33%. Nas próximas etapas da pesquisa serão realizados os ensaios para análise química imediata, teor de carbono fixo, análise química elementar, poder calórico, densidade aparente e verdadeira, microscopia eletrônica de varredura (MEV), área superficial BET, espectroscopia no infravermelho via Transformada de Fourier (FTIR) e análise termogravimétrica. Para realização da análise de higroscopicidade os carvões vegetais serão expostos a diferentes condições de umidade relativa em temperatura fixa de 30ºC. Quatro amostras de cada triplicata serão separadas por espécie utilizada no estudo, a umidade de equilíbrio das amostras será alcançada por dessorção. Ao final do experimento serão obtidas as massas secas, para o cálculo da umidade de equilíbrio. Espera-se determinar a magnitude da higroscopicidade em amostras de carvão, além de compreender o efeito da temperatura final e variação entre espécies na umidade de equilíbrio do carvão.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANGELICA DE CÁSSIA OLIVEIRA CARNEIRO - UFV (Membro)
Externo à Instituição - LINA BUFALINO - UFRA (Suplente)
Externo à Instituição - MARTHA ANDREIA BRAND - UDESC (Membro)
Interno - PAULO FERNANDO TRUGILHO (Membro)
Interno - PAULO RICARDO GHERARDI HEIN (Suplente)
Presidente - THIAGO DE PAULA PROTASIO (Membro)
Notícia cadastrada em: 21/03/2025 11:16
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