PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA MADEIRA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Banca de QUALIFICAÇÃO: DÁFILLA YARA OLIVEIRA DE BRITO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DÁFILLA YARA OLIVEIRA DE BRITO
DATA: 21/03/2025
HORA: 08:30
LOCAL: Departamento de Ciências Florestais
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO DA MADEIRA DE Eucalyptus CULTIVADO EM TERRENO PLANO E INCLINADO


PALAVRAS-CHAVES:

Lenho de tração, Qualidade da madeira, Parede celular, Mapeamento químico, Topografia, Microscopia Confocal Raman, Microscopia de Força Atômica.


PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
SUBÁREA: Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
ESPECIALIDADE: Anatomia e Identificação de Produtos Florestais
RESUMO:

Estudos têm investigado os efeitos de fatores ambientais, como a inclinação do terreno, na estrutura e propriedades da madeira. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da madeira e a ultraestrutura da parede das fibras em clone do híbrido Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis cultivado em terrenos plano e inclinado. Os resultados para a avaliação da qualidade da madeira indicaram: a) Árvores inclinadas apresentaram variação na direção da inclinação b)  Variação nas medidas de DRL, tanto para árvores eretas quanto para árvores inclinadas, demonstram que as tensões internas na madeira não são uniformemente distribuídas c)  Não houve diferença significativa entre árvores eretas e inclinadas para a excentricidade da medula d) Na caracterização das fibras no sentido radial verificou-se que ao comparar os três tipos de lenho na posição próxima da medula, observa-se que apenas o comprimento e o ângulo microfibrilar apresentaram diferenças significativas. Já na posição próxima da casca, o comprimento, a largura, o diâmetro do lume e o ângulo microfibrilar mostraram diferenças significativas. Nos três tipos de lenhos (normal, de tração e oposto), observaram-se diferenças estatísticas entre as posições radiais (medula e casca). O comprimento, largura, espessura e diâmetro do lume apresentaram menores médias próximas da medula e maiores médias próximas da casca, enquanto o ângulo microfibrilar mostrou o padrão inverso, com maiores valores próximos da medula e menores valores próximos da casca e) Na caracterização das fibras no sentido longitudinal verificou-se que ao comparar os três tipos de lenhos próximo da base, observaram-se diferenças na largura, espessura e diâmetro do lume, enquanto, próximo do topo, o comprimento e o diâmetro do lume variaram.  Nos três tipos de lenhos (normal, de tração e oposto), observaram-se diferenças estatísticas entre as posições longitudinais (base e topo). O comprimento, largura e espessura obtidos neste estudo estão alinhados com os dados descritos na literatura. No entanto, observou-se uma discrepância em relação ao diâmetro do lume f) Observou-se grande variação em relação a densidade básica entre os tipos de lenhos (normal, de tração e oposto) e posição da amostra (Medula/Casca/Base/Topo), no entanto, o lenho de tração apresentou maior média 0,516 g/cm³, enquanto o lenho oposto apresentou menor média 0,439 g/cm³, seguido do lenho normal 0,441 g/cm³. Os dados de propriedades mecânicas ainda serão coletados. Os resultados para a composição química e topografia da parede das fibras indicaram: a) No lenho de tração e oposto, foram observados picos atribuídos à celulose em 1093,55 cm⁻¹, 1152,38 cm⁻¹ e 1324,06 cm⁻¹, e picos atribuídos à lignina em 1459,68 cm⁻¹, 1599,19 cm⁻¹ e 1658,92 cm⁻¹. No lenho oposto, também foram identificados picos de lignina em 2892,7 cm⁻¹ e 2940,6 cm⁻¹, além de picos de celulose em 1100 cm⁻¹ e 1200 cm⁻¹. Contudo, não foi possível obter boas imagens para o mapeamento químico utilizando a Microscopia Confocal Raman nos lenhos de tração e oposto. Esse problema pode estar relacionado a ajustes nos parâmetros do equipamento, que ainda precisam ser otimizados b) A investigação da topografia da parede celular permitiu observar a estrutura das fibras, com limites bem definidos entre as diferentes camadas (canto celular, parede primária, S1, S2 e lume). No entanto, ainda não foi possível identificar diferenças na deposição de microfibrilas entre as camadas. Embora o objetivo principal não tenha sido totalmente alcançado, os resultados indicam progresso significativo e potencial para análises futuras.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - RENATA MAURI - UFLA (Membro)
Interno - PAULO FERNANDO TRUGILHO (Suplente)
Interno - JOSE TARCISIO LIMA (Membro)
Interno - JOSE REINALDO MOREIRA DA SILVA (Membro)
Externo à Instituição - FRANCIANE ANDRADE DE PÁDUA - UFSCAR (Membro)
Externo à Instituição - CÍNTHIA APARECIDA SILVA - UFG (Suplente)
Notícia cadastrada em: 07/03/2025 11:27
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