AVALIAÇÃO DA BIODISPONIBILIDADE E DOS EFEITOS METABÓLICOS DE DIFERENTES FONTES DE ÓXIDO DE MAGNÉSIO EM BOVINOS CONFINADOS ALIMENTADOS COM DIETAS DE ALTA ENERGIA
acidose; gado de corte; pH ruminal
A acidose é um distúrbio digestivo comum em bovinos alimentados com dietas ricas em carboidratos fermentáveis, o que leva à redução do pH ruminal. Tampões ruminais, como o óxido de magnésio (MgO), são utilizados para controlar esse pH. Contudo, pouco se sabe sobre a biodisponibilidade do magnésio nas diferentes fontes de MgO, a qual varia conforme a solubilidade, o tamanho das partículas e as propriedades físico-químicas, impactando diretamente na eficiência da suplementação e no desempenho animal. Diante disso, o objetivo deste estudo é avaliar a biodisponibilidade do Mg em três fontes distintas: MgO de baixa solubilidade, MgO de alta solubilidade e blend de MgO de alta e baixa solubilidade (pHix-up®). O estudo investigará os impactos dessas fontes em parâmetros nutricionais e metabólicos, no ambiente ruminal de novilhas zebuínas em fase de terminação, alimentadas com dietas ricas em concentrado. Serão utilizadas 36 novilhas zebuínas, com peso médio inicial de 363 kg, alojadas em baias individuais. Os animais serão distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos, sendo 12 animais por tratamento: 1) MgO de baixa solubilidade; 2) MgO de alta solubilidade; 3) Mistura de fontes de MgO (pHix-up®). O experimento foi conduzido em dois períodos distintos, com 18 animais por período (6 por tratamento), e terá a duração de 56 dias. No mais, o desenho do estudo garante que os 36 animais sejam avaliados sob as mesmas condições, mas em períodos de tempo separados. Esse período será dividido em 14 dias de adaptação, 14 dias de depleção do MgO e 28 dias com suplementação de MgO. A dieta será composta por 20% de silagem de milho e 80% de concentrado, formulada para atender às exigências nutricionais dos animais, conforme o BR-CORTE (2023). As fontes de MgO serão fornecidas na dose de 0,35% na matéria seca. Amostras de sangue e fezes serão coletadas no início da adaptação, no início da depleção e coleta de sangue no final da fase de suplementação. Além disso, será realizada a coleta total de fezes e urina entre os dias 25 a 28 do período de suplementação (4 últimos dias de experimento). Esta pesquisa fornecerá respostas valiosas sobre a eficácia das diferentes fontes de MgO, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias nutricionais mais eficazes para dietas de alta energia, com o intuito de oferecer maior saúde ruminal e consequentemente melhorar o desempenho produtivo na pecuária de corte.